
Embora o Psdb ache que não, saúde e educação públicas são coisas importantes. A classe média sabe disso, tanto que quer seus filhos em faculdades públicas, e seus avós em hospitais do governo, que são centro de excelência. Mas ela vive sobre a má influência de sua falsa amiga Veja, por isso lutou contra a cpmf e vai arcar com as conseqüências.
A Cpmf era um imposto para todos, não havia como sonegá-lo. Agora, com seu fim, a conta que era dividida por todos, vai pesar apenas no bolso daqueles que pagam juros. Ou seja, as classes mais baixas.
Isso ficou claro com a alta dos juros em janeiro e fevereiro. O governo precisava tirar o dinheiro da cpmf de algum lugar, uma das alternativas era tirar dos bancos. Os bancos por sua vez, resolveram repassar esse prejuízo para os seus clientes.
Basta observar que a variação dos juros é exatamente a mesma do spread. Spread é a diferença entre o que os bancos cobram e pagam pelo dinheiro alheio. Ou seja; você investe dez reais no banco, ele empresta esses dez para alguém e cobra 15. Esses cinco, que sobram, são o spread.
Mas os juros abusivos, não são culpa do governo, e sim da conivência dos consumidores. Que para seguir a banda da sociedade do espetáculo, pautada pelo exibismo, niilismo e, conseqüentemente, pelo consumo exagerado, não ligam de pagar uns juros aqui, e outros ali.
A economia brasileira está aquecida, em partes, pelo poder aquisitivo que vem aumentando, mas o principal fator para o aquecimento é o ímpeto de consumo dos brasileiros. Se os brasileiros consumissem apenas o que tem, não precisariam recorrer aos bancos e os bancos não cobrariam juros abusivos.
O devaneio da classe média, que insiste em brincar de elite faz suas vítimas. Ainda que alguns casos, ela seja a própria vítima.
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