Não havia Globo na época, a torcida do Flamengo era menor do que hoje, mesmo assim o radialista foi apedrejado em praça pública. Mas tratava-se de Luis Mendes, Garrincha e Pelé. Imagine o que seria se fossem simples mortais.
Seriam inevitavelmente condenados ao ostracismo.
Por isso é justificável – mas não aceitável - o temor dos jornalistas em falarem da final deixando os freqüentes erros a favor do flamengo em segundo plano. Como se isso fosse assunto para os panfletários de plantão, megalomaníacos, adeptos de possíveis teorias da conspiração.
Não que haja realmente favorecimento, mas a questão deve ao menos ser levantada. Assim como deve ser levantada a questão do patrocínio de uma empresa estatal há um clube privado, comprovadamente deficitário.
Mas esses serão assuntos que dificilmente serão levantados. Afinal, para a mídia, os dirigentes corruptos são somente aqueles que batem de frente com os interesses das emissoras, aqueles que fazem valer o direito do silêncio ou que denunciam certo tipo de parcialidade.
O futebol é só um esporte, mas os pequenos gestos denunciam os grandes defeitos de uma pessoa, de um país e de suas instituições.
Como toda unanimidade é burra e toda maioria é suspeita,
e veja uma opinião dissonante do que está por aí...
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