MÁFIA DOS SANGUESSUGAS - Geraldo Thadeu era um dos alvos, revela lobista
O jornal paulista revela que os deputados que também estavam na mira de Wilber Correa da Silva eram Leonardo Matos (PV-MG), Jaime Martins (PL-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG)
O depoimento do empresário Luiz Antônio Vedoin à Justiça de Mato Grosso, em julho, revela que o esquema dos sanguessugas estava terceirizando o lobby em busca de parlamentares que aceitassem participar da apresentação de emendas em favor das empresas de sua família, segundo noticiou o jornal "O Estado de S. Paulo". Um dos alvos seria o deputado federal Geraldo Thadeu (PPS).
O principal agente "terceirizado" era, segundo revelou Vedoin, Wilber Correa da Silva, ex-chefe de gabinete do ex-deputado federal Zé Índio (PMDB-SP). Wilber foi detido em maio, quando a Polícia Federal promoveu uma ação para prender acusados de envolvimento no direcionamento de licitações para compra de ambulâncias.
Em seu depoimento, Vedoin afirma que "no final de 2005 Wilber atuava como lobista, fazendo contato com deputados e assessores para conseguir recursos para entidades". Nessa função, ele informava a família Vedoin sobre emendas para saúde e ciência e tecnologia.
NA MIRA
O jornal paulista revela que os deputados que estavam na mira de Wilber, segundo Vedoin, eram Leonardo Matos (PV-MG), que destinou R$ 800 mil para a área da saúde; Jaime Martins (PL-MG), que subscreveu R$ 3 milhões para o setor; Geraldo Thadeu, que assinalou R$ 2,8 milhões para a saúde; e Ademir Camilo (PDT-MG), que destinou R$ 2 milhões para a saúde e mais R$ 400 mil para tecnologia.
No depoimento, Vedoin afirma que não chegou a fazer negócios com os deputados citados. "O interrogando (Vedoin) não trabalhava com esses deputados ainda e o interrogando não chegou a fazer nenhuma tratativa com esses deputados até porque todas essas emendas eram para o exercício de 2006."
Geraldo Thadeu, em entrevista ao jornalista Chico de Góis, disse conhecer Wilber, mas negou que ele o tenha procurado para oferecer negócios. "Ele me procurou em 2003 em busca de emprego, mas eu não o empreguei." Em 2005, segundo o deputado, o lobista voltou a conversar com o parlamentar para lhe oferecer um serviço de telemensagem que teria sido recusado.
Fonte: Jornal da Cidade
Pitacos do eu sozinho:
Como todo político que se preze, Geraldo obviamente pode negar as acusasões. Mas o portal Transparência Brasil, mostra Geraldo como dono de um dos maiores patrimônios, dentre os deputados mineiros. Além disso, constam que suas campanhas foram financiadas por inúmeras empresas da área de saúde, area na qual Vedoin atuava. O Deputado também foi citado no caso conhecido como valérioduto.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
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