
Não será a ultima vez em que os erros da arbitragem vão decidir um jogo. Sejam eles contra, ou favor do Botafogo. Nem será a última vez que a mídia permanecerá silenciosa, com receio de caminhar contra o vento. “Mídia imparcial” é um conceito que só cabe nos slogans dos veículos de comunicação. Basta ver o pessoal da imprensa comemorando feito loco o gol do flamengo, atrás do gol do Castillo, para comprovar isso.
Mas daí, ao presidente renunciar já é demais. Não que eu seja um desses jornalistas almofadinhas, que morrem de medo de falar mal do flamengo, e vêm presidentes de clube como pessoas públicas. Eles não passam de chefes de instituições privadas, podem abrir mão do cargo quando quiserem.
Eu apenas acho, que a decisão não alivia em nada a náusea do presidente. Lógico que é bem pior ver um juiz mandar pras cucuias o esforço de sua gestão, do que ver o homem do apito simplesmente garfar o seu time.
Mas Bebeto, leva o sobrenome “de Freitas”, e não deixará de sentir na pele a glória e o fracasso do Botafogo, só porque renunciou ao cargo. Pelo contrário, levará do seu lado o agravante de que nada poderá fazer pelo clube.
Sei que é um porre tentar descordar da maioria neste país. Sei que a maioria é tão arbitrária como foram os generais, em tempos passados. Por vezes, dá mesmo vontade de parar tudo e ver todo mundo se esculhambar de mão dadas com seu egoísmo.
Mas sabe como é; todo mundo é egoísta, e tem uns que ainda tem um estranho feitiche pela luta, uma doença sem cura. Essas pessoas Lutam, e na ressaca da batalha, dizem ter desistido. Balela logo, logo voltam a lutar.
Será o caso de Bebeto, um contagiado por essa rara doença. Que só na sua família fez duas vítimas: João e Heleno.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Apanhador no campo de centeio
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