terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Cuidemos do nosso nariz!


Não está na moda falar bem da esquerda, já imagino o Jabour – hoje no jornal da Globo - dizendo que a renúncia de Fidel é o início de um novo tempo. As professoras irão mandar seus alunos escreverem sobre o assunto. Darão zero aos alunos que, como eu, palpitarem a favor do ex-presidente cubano. Pois, elas acreditam que os alunos devam ser politizados - à sua imagem e semelhança, é claro.

Mas eu não caio nessa onda de que os grandes líderes estão fora de moda. Porque eles, sempre irão existir, seja trajando fardas, ou trajando ternos, à frente de grandes corporações econômicas.

Há a idéia de que esses homens de terno são menos tiranos. Na verdade, são vítimas do jogo que propõem: da redução da personalidade do ser humano á sua atividade econômica. Por isso, ficam com imagem mais intacta e nunca cedem á vontade do povo, apenas aos devaneios do mercado.

Cuba não é uma empresa, nem o povo de lá tem a mentalidade nefasta de um administrador de empresas. Por isso, será difícil prever qual o futuro da ilha. O sucesso de Raul no poder, dependerá da aceitação de sua personalidade como líder cubano, pois para os cubanos – freqüentemente retratado como um povo oprimido – o olho no olho ainda tem muito valor.

Para cuba é um término de um longo relacionamento, com o agravante, de que um novo companheiro deva ser escolhido. Rapidamente, antes que o mundo capitalista o faça. Pois este, com certeza irá palpitar, com o presságio de que a liberdade deve imperar na pequena ilha.

Liberdade essa, que leva o mundo pro buraco. Liberdade essa, que nos condena ao trabalho. Liberdade essa, que elege líderes do naipe de Alemão, Rogério Ceni, Ivete Sangalo, Paris Hilton e por ai vai.

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