É um belo país, com uma bela bandeira, de personagens belos como Che Guevara. Além disso, tem uma escola futebolística que me encanta mais que a brasileira, já que prima pela coletividade e consciência de que quem está almejando um lugar ao sol, durante os noventa minutos, é o país e não nenhum jogador específico.
Já a seleção brasileira não passa de um factóide, uma mentira contada de tempos em tempos e que parece mais real durante os período populistas. Foi assim com Getúlio, Juscelino, Geisel e nos tempos pós caras pintadas e pré Lula. Hoje, é uma historinha dura de engolir.
Na época do capital promíscuo e da sociedade anônima, não há hino ou bandeira, que nos convença que a América portuguesa é de fato um país chamado Brasil.
Tão difícil, quanto conciliar inúmeros estados, de culturas tão diferentes, e um só pais, é unir 22 jogadores, de diferentes salários, empresários e egos, em torno de um interesse coletivo, chamado seleção brasileira. Não se trata mais de 22 jogadores de times daqui, que convivem com os problemas e as alegria daqui.
São rapazes muito bem sucedidos, com grana demais pra se preocupar com um país que eles visitam de vez em quando. Sempre na pressa, sempre como turistas pela Granja Comary ou pelas avenidas da Barra.
Afinal, eles são brasileiros como eu ou você, que estamos nesse país de praia lindas e carnaval, juntando dinheiro para comprar dólares e irmos a Nova York beber wisk importado. Nosso patriotismo vem à tona, num show da Ivete Sangalo no Central Park, ou num passeio de havainas pela Chans Elise. Mas nunca, numa roda de samba em Madureira.
Torcer para a seleção brasileira é mais que um esforço, ou uma hipocrisia. È um exercício de abstração de se apaixonar pela irreal. Afinal este país não passa de um outdoor, para inglês ver e o FMI lucrar.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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