Silencioso, discreto, sutil, sereno, foi assim o fluminense em sua caminhada. O time de três cores conseguiu duas vagas para libertadores, mas assim como seu craque de quatro letras –diziam os céticos - o tricolor não tinha tradição na libertadores.
As luzes estavam voltadas para o sempre barulhento time da Gávea, criou-se a expectativa de time imbatível em casa, com tradição na competição. Esqueceram que tudo tem dois lados, e que as muitas participações do Flamengo na Libertadores denunciavam uma tendência ao fracasso – basta ver as três ultimas participações do time na competição.
Já o Flu, e suas solitárias participações, escondiam um pequeno detalhe, um time que só perdeu – até esta edição – uma vez fora de casa. Fator fundamental para o sucesso na Libertadores.
Mas todo mundo ficava ao lado do apelo popular rubro-negro. Era o duelo entre o Créu e o Chico. Entre aqueles que todos fingiam que fosse, e o que realmente era. Entre aquele que move a massa e o que faz história.
Aliás, como esse time parece com uma música do Chico. Humano, falível, encantador e irrestível. Capaz de tirar suspiros e sorrisos de supetão. Um time que embala quando desafina e que faz do erro uma ponte.
Até Chico parou para ver o fluminense e se empolgou – até parecia musica o Tom ou casa do Oscar . Nem mesmo o temível Boca foi páreo. No duelo entre Gardel e Chico, deu samba, bossa, fluminense.
Em um jogo, que parece ter sido escrito por Nelson Rodrigues a libertadores descobriu Dodô e único tricolor do mundo. Deve ter se perguntado como viveu tanto tempo longe deles e agradecido aos Deuses da Libertadores pela descoberta.
Esses deuses da Libertadores – cujo Renato Gaúcho é um enviado – ainda guardam, ao Fluminense, dois degraus até a glória . Mas para a história, o ultimo passo foi dado ontem.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
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