Não à toa, Nelson Rodrigues dizia: Toda unanimidade é burra. Quando se fala só mal – ou só bem - de alguém há um grave problema. Ou em quem fala, ou de quem se fala. Em Minas, existe (ou existia) um conceito hegemônico sobre o governador Aécio Neves. Nunca vi um jornal mineiro criticar o correlegionário. Aliás, o primeiro que eu vi era francês, de esquerda e lá se iam 5 anos de mandato.
O governador tinha teto de vidro. Aécio era unha e carne de gente naipe de Ricardo Teixeira e dos irmãos Perrela. Queridíssimo do pessoal do DEM mineiro, um dos piores do Brasil (se é que da pra dizer que existe melhor o pior nessa laia), mas nunca foi questionado.
O cara sempre passava pelo papel de bom vivam. Só aparecia bem vestido, ao lado de loiras, e em grandes festas. Seu braço direito não era ninguém da política, e sim o boçal narigudo que acredita na tropa de elite e é incapaz de pronunciar as palavras.
O governador, que foi eleito e era pago com dinheiro público, dava lugar ao galã Aécio que fez até o PT pular a cerca.
Aécio era o avesso de Lula e Chavez. Se os dois tinham suas facetas políticas – que é única diz respeito a população – sucumbidas por traços de personalidade até certo ponto caricatos, o charmoso Aécio aparecia a meia noite pegando geral na mangueira e ninguém se interessava pelo o que ele fazia em Minas das 9 às 18h.
Havia algo de estranho. Foi Descoberto!
terça-feira, 3 de junho de 2008
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Um comentário:
bela matéria do pessoal da ufmg ao Collor2
http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-macartismo-a-mineira/
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