
O Supremo Tribunal foi criado a partir da constatação da impotência da democracia, diante de assuntos delicados. Em tese, a opinião pública estaria viciada e desgastada diante de debates complexos, por isso, o Supremo seria uma espécie de Talismã. Ele surgiria com uma opinião menos idiossincrática e botaria um ponto final nesta questões tão paradoxais.
Mas não é bem assim, cada vez mais o tribunal está tão falível quanto qualquer mortal. Isso ficou claro na questão das células-tronco. Uma questão, que ao meu ver, deveria ter ficado a cargo dos especialistas em pesquisas desse tipo, foi para o STF e denunciou a contaminação do Estado laico brasileiro pelo catolicismo.
O Placar apertado de 6 a 5, talvez fosse reproduzido em uma paritária com a torcida do Flamengo ou com qualquer família em um almoço de domingo. Então porque do STF? Que de supremo não tem nada.
Sintomas claros de um país que da democracia só absolve a parte burocrática. Que em nome do cumprimento da lei, comete os maiores absurdos e protagoniza os espetáculos mais grotescos. Como foi o caso do Estádio dos Aflitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário